Responsabilidade Social

Costureiras apoiadas pelo Instituto Camargo Corrêa e Construtora Camargo Corrêa acertam parceria com a Hering

Terça, 14 de Maio de 2013, às 13:28
Costureiras devem entregar cerca de 500 peças/dia para a Hering Costureiras devem entregar cerca de 500 peças/dia para a Hering

Especializada na produção de lingerie, malharia e modinha, a Cooperativa de Produção de Vestuário Moda Flor (Coopermoda), de Catalão (a 249km de Goiânia), participante do Programa Futuro Ideal do Instituto Camargo Corrêa, vai começar a fornecer peças para a Hering.

A entidade, que reúne atualmente 44 cooperadas, deve fornecer até 300 peças por dia para a marca.

Para atender a nova demanda, as costureiras estão mudando de endereço. A partir do dia 6 de maio, elas vão trabalhar em galpão alugado pela Prefeitura na região central da cidade. São mais de 400 metros quadrados de área, com refeitório, cozinha, sala administrativa e loja. Hoje, elas se dividem nos cômodos de uma residência no Bairro Mão de Deus.

"O espaço na casa é pequeno para que a gente possa aumentar a produção. No galpão, vamos conseguir até aumentar a produção diária", explica Maria de Lourdes Pereira, de 54 anos, diretora de produção da Coopermoda. A meta é alcançar 500 peças diárias, inclusive, com a compra de mais sete máquinas - atualmente, elas têm 52.

E graças ao volume de pedidos da Hering - inédito para a cooperativa -, os ganhos individuais devem crescer substancialmente. Até dezembro, cada costureira deve faturar algo em torno de R$ 1,5 mil mensais. "Até então, as três células de produção da fábrica trabalham com demanda reprimida. Agora vamos trabalhar pra valer e ganhar um dinheirinho", conta Maria Solange Souza Alves, de 57 anos, vice-presidente, com um sorriso no rosto.

Presidente da Coopermoda, Lourdes Silvéria Neves Silva, de 42 anos, conclama os profissionais de Catalão a ingressarem na entidade para ajudar a elevar o volume de produção. Ela lembrou, inclusive, a possibilidade de a mulher conciliar o serviço de casa com a cooperativa. "Trabalhamos em três turnos. Dá perfeitamente para que elas cuidem da casa pela manhã e trabalhem à tarde."

Capacitação

Criada em 2011, a Coopermoda é fruto da parceria Instituto Camargo Corrêa (ICC), Construtora Camargo Corrêa, Prefeitura de Catalão, Sebrae Goiás (Regional Sudeste) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Durante todo o ano passado, as costureiras foram capacitadas. "Promovemos cursos para que elas se preparassem para 2013, que seria o ano de abertura de mercado. Inclusive, uma consultora do Senai passa quatro horas por dia com elas", explica Adriana Lopes de Felipe, gestora do Projeto Tecendo a Moda em Flor, do Sebrae Goiás.

As cooperadas, inclusive, receberam a renomada certificação profissional Senai Cetiqt (Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil), no final do ano passado. Foi a primeira vez que costureiras passaram por provas e testes fora do Estado do Rio de Janeiro. A própria Hering em Goiás exige qualificação de seus terceirizados. Por isso, a empresa inspecionou a linha de produção da Coopermoda.