Terça, 19 de Março de 2013, às 12:10

InterCement investe R$ 2,5 milhões em pesquisa para fazer cimento com resíduos da construção civil

A InterCement, holding para os negócios de cimento do Grupo Camargo Corrêa, vai investir nos próximos três anos R$ 2,5 milhões em uma pesquisa de desenvolvimento de tecnologia para produção de cimento à base de resíduos da construção civil. O estudo será conduzido pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) de São Paulo e os recursos servirão para custear salários, laboratórios e equipamentos.

O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também vai conceder o mesmo valor de forma não reembolsável, totalizando investimento de R$ 5 milhões. A pesquisa do IPT busca identificar um processo para produção em grande escala do produto. Os poucos estudos conduzidos anteriormente sobre o assunto não foram conclusivos.

O cimento a partir de resíduos de construção e demolição (RCD) é uma tecnologia inédita e proporciona um material de baixo custo e impacto ambiental - não deve haver geração de CO2, como na fabricação do cimento convencional. “A InterCement está empenhada em atender melhor seus clientes, diferenciando-se no mercado ao apresentar produtos e serviços inovadores”, diz Adriano Augusto Nunes, diretor de Sustentabilidade e Inovação.

O cimento de RCD tem uma destinação diferente a do cimento tradicional. Ele pode ser utilizado no revestimento de pavimentos rígidos e reaterro de valas de água, esgoto e telefonia, por exemplo. Lançado em escala, o produto poderá reduzir o consumo de recursos naturais pela substituição de agregados naturais, como areia e brita, além de aproveitar o material que seria enviado a aterros pela construção civil.

A InterCement será responsável pelo lançamento do produto no mercado caso seja comprovada sua viabilidade de produção em grande escala. A InterCement está posicionada entre as 20 maiores empresas de cimento e agregados do mundo, e possui 39 fábricas de cimento na América do Sul, Europa e África.