Segunda, 22 de Julho de 2013, às 13:53

Projetos do Instituto Camargo Corrêa apoiam o aumento da renda familiar de comunidades do Vale do Ribeira

O Instituto Camargo Corrêa (ICC) apresenta, no próximo dia 23 de julho, os resultados de dois projetos que contribuíram para o desenvolvimento sustentável de regiões de vulnerabilidade social no Vale da Paraíba, em São Paulo. Por intermédio do trabalho do ICC as comunidades que participam dos projetos Semeando Futuros e Futuro em Nossas Mãos conseguiram aumentar a renda familiar, qualificar suas produções e expandir suas atividades.

O projeto Semeando Futuros, realizado pelo ICC em parceria com a InterCement, holding para os negócios de cimentos do Grupo Camargo Corrêa, Instituto Meio e BNDES, envolveu 42 famílias da Associação de Pequenos Produtores Rurais do Bairro dos Garcias (APPRBG) do município de Apiaí e ofereceu capacitações técnicas de cultivo orgânico,  suporte na compra de insumos bem como sistemas de irrigação para lavouras e acompanhamento constante de um engenheiro agrônomo durante todo o processo de aprendizado dos agricultores.

Muitos dos pequenos produtores tinham a cultura de plantar e comercializar apenas tomates e hortaliças devido ao clima frio da região. Com a chegada do projeto Semeando Futuros, o morango orgânico foi o grande articulador para ampliar a comercialização da produção no comércio local com investimentos no processo de irrigação e controle da temperatura. As ações ajudaram a fortalecer a agricultura familiar sustentável, melhorar a produtividade e agregar valor aos produtos que vem com certificação orgânica. A renda familiar total passou de 600 reais para 1500, um aumento de 217%.

Já o projeto Futuro em Nossas Mãos Cerâmica Artesanal do Alto Vale do Ribeira, conta com a parceria do ICC, Instituto do Meio, BNDES e prefeituras de Itaoca, Apiaí e Barra do Chapéu. Os mais de 56 artesãos receberam investimentos em centros de produção comunitários, capacitações técnicas e gerenciais e divulgação da região como um importante polo de cerâmica artesanal, além de restaurar a Casa do Artesão, conhecida por atrair turistas que visitam a região.

Nos primeiros 12 meses de projeto o faturamento dos artesãos aumentou quase 300%. Foram instaladas quatro unidades comunitárias de produção, com fornos mais eficientes e ecológicos, e marombas que eliminam o trabalho braçal de preparo da argila. O tempo de produção por unidade diminuiu 50%. A região, que já é tradicionalmente conhecida pelo artesanato, ganhou mais força e se tornou referência.